Início Nacional Covid-19: piores números de sempre em Portugal, mas há uma notícia animadora

Covid-19: piores números de sempre em Portugal, mas há uma notícia animadora

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Esta quarta-feira, a Direção-Geral da Saúde apresentou os piores números desde o início da pandemia. Um total de 59 óbitos e 7497 novos casos são números assustadores. No entanto, trata-se de uma retificação, na região norte. Ou seja, os números do dia englobam o somatório de 3570 casos, decorrentes do atraso no reporte laboratorial, dos últimos dias.

Isto não significa que os números tenham aumentado imenso, nas últimas 24 horas, mas sim que houve um atraso nos últimos dias, que não fez chegar a informação destes novos casos. Portanto, os números do dia não dizem respeito apenas às últimas 24 horas.

Aliás, António Lacerda Sales, secretário de Estado Adjunto e da Saúde, na habitual conferência de imprensa, até deixou uma notícia animadora, dizendo que a transmissão está a baixar, em Portugal.

“O valor do R, o indicador de transmissão da doença, tem estado a diminuir de forma sistemática [no dia 10 de outubro era de 1,27 e hoje é de 1,14), o que mostra um desacelerar da própria pandemia”, revelou o secretário de estado.

A situação ainda está longe de controlada, mas significa este valor de transmissão que a evolução da pandemia está agora a ser positiva, o que deixa uma mensagem de esperança para o futuro próximo.

Sobre os cuidados de saúde extra Covid-19, Lacerda Sales lamenta a suspensão dos cuidados não urgentes, lembrando que são justificados pela gravidade da pandemia, a exemplo do que se passa nos outros países: “Todos os países tiveram de o fazer. Em março, estávamos todos de acordo com essa suspensão, devido ao possível colapso do SNS. Acho importante recordarmos isso.

Ainda hoje, muitos países desenvolvidos mantêm suspensa a sua atividade programada. Portugal iniciou a retoma da atividade assistencial em maio e tem vindo a melhorar desde então. Nesse mês, melhorámos 13% nas consultas dos cuidados de saúde primários em relação ao mês anterior, 23% nas consultas hospitalares e duplicámos o número de cirurgias.

[Em junho] recuperámos 10% em consultas nos cuidados de saúde primários, 12% em consultas hospitalares e 19% em cirurgias. Houve um ligeiro decréscimo em agosto, devido a férias dos profissionais de saúde, que recuperámos em setembro, melhorámos 16% nas consultas nos centros de saúde, 33% nas consultas nos hospitais e 26% nas cirurgias. Temos vindo a recuperar sucessivamente mês após mês”.

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